
Começo o caso do busão, obviamente pelo começo, e todo bom começo caros leitores tem que esclarecer certos pontos para que chegar-te-emos (hehehe, chegar-te-emos, onde eu criei isso) num fim compensador. Enfim, depois de enrolar um pouquinho, falarei o que é busão. Na verdade não sei se busão se deve escrever com Z ou com S, porque eu não sei? Porque busão é um apelido, ou melhor, uma gíria para falar de ônibus. Ai chega a grande duvida: ônibus se escreve com S no final, mas quando você fala busão da som de Z, entendeu? Sei lá, sei que desde já começo a rezar para nenhum professor de português ler essa mediocridade de pensamento e de explicação na qual acabei de fazer.
Agora sim, vamos começar o caso do busão. Era por volta das 19 horas, tinha saído mais cedo do trabalho, precisava resolver alguns problemas, conversei um pouco e fui liberado do serviço. Desci o morro (aqui morro não é de favela, se não daqui a pouco os leitores vão pensar que sou traficante) ao invés de dar explicações muito complicadas prometo que escreverei com menos gírias, ok? Então tá... Estava descendo uma rua que liga meu serviço na Av. Cristiano Machado. Ouvia Jota Quest no MP4. Quando cheguei ao ponto do busão, já era exatamente o meio do percurso entre minha casa e o centro da capital mineira, e naquela altura meu compromisso a ser resolvido já pedia certa urgência, então decidi rapidamente que iria descer para a avenida e pegar o primeiro ônibus que passar. Dito, e feito. Passou o ônibus 4375, o duquesa – um bairro da cidade de Santa Luzia - e peguei, quando entrei no busão percebi que estava um pouco cheio demais. Entrei e fiquei ali nas escadas porque não dava pra passar estava muito cheio. Quando estava lá dentro, percebi que não dava para entrar mais nem uma alma viva ali, na verdade se entrasse um mosquitinho ele ia ser retirado a pancadas do tal busão. Do meu lado ficou um jovem que ria sem parar, não sei dizer motivo ele tinha para isso, era verdade também que era meio difícil saber, pois, o Jota Quest no meu ouvido tava bombando, digo, tocando alto! Comecei a reparar que o motorista que estava dirigindo o BUSÃO, fazia uns movimentos estranhos com a cabeça, cheguei até a pensar que o motorista era meio afeminado, mas passou logo depois com a série de risadas que o motorista começou a dar. No ponto seguinte entrou um Guarda Municipal, com aquele uniformizinho azul geladeira antiga, e o cassetete do guardinha começou a acertar minha perna, mas era o cassetete mesmo ta? Leitor mente poluída, aquilo me causou certo incomodo é verdade, mas falar à verdade o que imagina que estava por vir seria muito pior... e foi, entrou mais gente no ponto seguinte, o busão tava parecendo uma lata de Sardinha, meu Jesus Cristo, tava feia a coisa... O pior era que as pessoas não tinham o mínimo de senso e esperar outro busão, e nisso, o cata jegue, digo, ônibus foi enchendo, foi enchendo, foi ficando lotado. Então entrou uma criança com seus irmãos e começaram a zoar o plantão de todos que estavam a bordo. Pó, que molecada insuportável. Como se não bastasse, também entrou um casal. Agora imaginem, que situação. Um guarda municipal, uns moleques zoando, o ônibus lotado, um casal praticamente trepando na entrada do ônibus, e eu sozinho com meu jota na orelha. Logo com meus pensamentos pertinentes comecei a refletir. Quem mais será que vai entrar aqui? Talvez Jesus Cristo... Quando pensei isso... Um bêbado... Queria entrar... Aí que alivio. Os tripulantes não deixaram. E eu comecei a achar engraçado. Quando se aproximou de Saint Luiz – SANTA LUZIA – a cobradora decidiu cobrar a galera. Ela soltou um grito, “o moto, acende as luiz aê”. O motorista atendeu com pressa e rapidamente a luzes estavam acesas. Quando ela se surpreendeu e surpreendentemente conseguiu surpreender alguns passageiros. “Pode deixar que ta, osso”, regritou a cobradora com um tom irônico. Mas ai, infelizmente a saga foi se acabando. As pessoas foram descendo e o buz esvaziando. Mas pelo menos em um ponto eu lucrei. Tive que descer pela porta da frente, porque a de trás estava osso!!!
Texto enviado pelo nosso amigo e jornalista Marcellus Madureira.
Valeu Madureira, mande você tambem seu caso engraçado para sofrimentocoletivo@gmail.com
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Cara, vcs tiverram a manha criando este blog. É realidade pura e com bom humor. Um abração aos meus colegas Leo e Jaued, que fazem parte da equipe como estagiários (se bem que eu acho que daki um tempinho o Leo já vai ser contratado pq o cara tem a manha). Assim que tiver um tempinho mando uma história minha pro blog. Afinal eu também ando de coletivo e sofro dentro dele.
ResponderExcluirUm abraço e parabéns
Dionathan Matos