Sente o balanço....
quinta-feira, 23 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Reportagem na TV...
Matéria do programa Minas Urgente com os criadores do blog SOFRIMENTO COLETIVO...
terça-feira, 23 de junho de 2009
Versinhos do SOFRIMENTO...
UM AMONTOADO
Um amontoado
que se espreme;
que não teme;
e não treme.
Um amontoado
que vai para direita,
quando a curva é para esquerda.
Que vai para a esquerda,
quando a inclinação é para direita.
Um amontoado
que vai à labuta;
Escritório,
redação,
residência
e até para a prostituição.
Um amontoado
de brasileiros,
que nem eu e você;
Um amontoado
que para o transporte público
não passa de um amontoado qualquer.
Poema do FELIPE PEDROSA amigo e jornalista que está encabeçando agora os VERSINHOS DO SOFRIMENTO....
Uma nova forma de se andar de ônibus...

Sempre achei uma loucura surfar nos ônibus. Minha ignorância era tamanha que julgava quem preferia “embarcar” nos ônibus desse jeito de vândalos, insanos e irresponsáveis. Peço desculpas as essas pessoas por eu ter pensado assim. Finalmente, percebi o que eles queriam dizer. Para se andar de ônibus hoje, com algum conforto, temos que surfar. Peço a todos que seguem fielmente este blog que pensa na ideia com carinho. Só fui perceber essa incrível forma de “embarcar nos coletivos” , quando no dia 01/06/09 junto com os criadores do Blog, Diego Slow e Pedro Jauede, tomamos o buzu mais cheio de nossas vidas. Não havia lugar, desculpe a falta de educação, nem para as fezes de uma pulga, mas mesmo assim, ouvia, constantemente, a famosa frase “Dá um passinho pra trás, por que lá no fundo ta vazio”. Logo pensei: Como o órgão responsável pelo transporte coletivo não toma providências realmente satisfatórias para que essa triste realidade chegue ao fim, vamos adotar essa forma de viagem, para quem fica na porta totalmente esmagado e para as pessoas que não vão conseguir entrar no buzu, devido à lotação, conseguir realizar a viagem. Vou propor ao tal órgão regulador do transporte coletivo a criação de uma escada externa para as pessoas que não conseguirem adentrar no ônibus para a parte superior do mesmo para irem surfando. Penso eu, que isso poderia ajudar as pessoas, que trabalham o dia inteiro, a chegarem em casa mais cedo e não precisarem perder cerca quatro, cinco coletivos como estamos acostumados com as linhas do sentido Raja Gabáglia/ Centro para descansar um pouco no fim do dia. Afinal, também somos filho de Deus.
Texto: Leonardo Cunha(LEO)
quinta-feira, 18 de junho de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Papel de parede do SOFRIMENTO COLETIVO...
SOFRIMENTO COLETIVO na telinha....

No dia 11 de junho quinta-feira as 12:30, irá ao ar pela TV Bandeirantes(canal 7) no programa Minas Urgente a matéria realizada com os criadores do blog sofrimento coletivo. Todos estão convidados a acompanhar o sofrimento...
Agradecimentos: Raquel Madaleno, Nayane Damasceno, Daniel Coutinho, Tom Paixão e toda produção do Minas Urgente.
Agradecimentos: Raquel Madaleno, Nayane Damasceno, Daniel Coutinho, Tom Paixão e toda produção do Minas Urgente.
Coração de MÃE X ÔNIBUS

Sei que a minha mãe vai brigar comigo, afinal de contas, em várias situações, ela já deixou alguns amigos meus que ela não suportava participar dos meus aniversários, que já não cabia ninguém, só para me ver feliz. Afinal, coração de mãe, sempre cabe mais um. Ah! Quantas caronas foram dadas para os meus amigos que frequentavam as mesmas festas que eu, mesmo sem lugar no carro, só para fortalecer o lado da amizade, do companheirismo entre todos os amigos. Afinal, no coração de mãe, sempre cabe mais um. Mas para a minha profunda desilusão, devido ao maior sofrimento que tenho na vida, pegar ônibus lotados todos os dias, percebi que o coração de mãe é, infelizmente, algo pequeno se comparado ao acolhimento dos buzus da capital mineira de “sempre se caber mais um”. Nele, mesmo sem espaço para nos mover, sempre cabe, no mínimo, mais 10. Peço a vocês, sofredores deste mesmo mal que eu, que ao entrarem no ônibus e não ter possibilidades de ir para o outro lado da roleta, que dirija seu olhar para a porta de entrada para ver quantas pessoas podem ir de pé em nossos “confortáveis” ônibus. Já percebi que, em média, a maioria dos ônibus informam que, no máximo, trinta e seis passageiros devem ir em pé. Alguns dizem trinta e nove, mas tudo bem. Afinal de contas, os ônibus, como mostrei para os sofredores e sofredoras, cabem, no mínimo, vinte vezes mais que o pobre e amado coração de nossas mães.
Leonardo Cunha(LEO)
segunda-feira, 8 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
SOFRIMENTO COLETIVO Pictures Apresenta:
Video 2: Leo e Marcellus no sofrimento diário...
Mande seu vídeo para sofrimentocoletivo@gmail.com
Mande seu vídeo para sofrimentocoletivo@gmail.com
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Relato de um sofredor....

Começo o caso do busão, obviamente pelo começo, e todo bom começo caros leitores tem que esclarecer certos pontos para que chegar-te-emos (hehehe, chegar-te-emos, onde eu criei isso) num fim compensador. Enfim, depois de enrolar um pouquinho, falarei o que é busão. Na verdade não sei se busão se deve escrever com Z ou com S, porque eu não sei? Porque busão é um apelido, ou melhor, uma gíria para falar de ônibus. Ai chega a grande duvida: ônibus se escreve com S no final, mas quando você fala busão da som de Z, entendeu? Sei lá, sei que desde já começo a rezar para nenhum professor de português ler essa mediocridade de pensamento e de explicação na qual acabei de fazer.
Agora sim, vamos começar o caso do busão. Era por volta das 19 horas, tinha saído mais cedo do trabalho, precisava resolver alguns problemas, conversei um pouco e fui liberado do serviço. Desci o morro (aqui morro não é de favela, se não daqui a pouco os leitores vão pensar que sou traficante) ao invés de dar explicações muito complicadas prometo que escreverei com menos gírias, ok? Então tá... Estava descendo uma rua que liga meu serviço na Av. Cristiano Machado. Ouvia Jota Quest no MP4. Quando cheguei ao ponto do busão, já era exatamente o meio do percurso entre minha casa e o centro da capital mineira, e naquela altura meu compromisso a ser resolvido já pedia certa urgência, então decidi rapidamente que iria descer para a avenida e pegar o primeiro ônibus que passar. Dito, e feito. Passou o ônibus 4375, o duquesa – um bairro da cidade de Santa Luzia - e peguei, quando entrei no busão percebi que estava um pouco cheio demais. Entrei e fiquei ali nas escadas porque não dava pra passar estava muito cheio. Quando estava lá dentro, percebi que não dava para entrar mais nem uma alma viva ali, na verdade se entrasse um mosquitinho ele ia ser retirado a pancadas do tal busão. Do meu lado ficou um jovem que ria sem parar, não sei dizer motivo ele tinha para isso, era verdade também que era meio difícil saber, pois, o Jota Quest no meu ouvido tava bombando, digo, tocando alto! Comecei a reparar que o motorista que estava dirigindo o BUSÃO, fazia uns movimentos estranhos com a cabeça, cheguei até a pensar que o motorista era meio afeminado, mas passou logo depois com a série de risadas que o motorista começou a dar. No ponto seguinte entrou um Guarda Municipal, com aquele uniformizinho azul geladeira antiga, e o cassetete do guardinha começou a acertar minha perna, mas era o cassetete mesmo ta? Leitor mente poluída, aquilo me causou certo incomodo é verdade, mas falar à verdade o que imagina que estava por vir seria muito pior... e foi, entrou mais gente no ponto seguinte, o busão tava parecendo uma lata de Sardinha, meu Jesus Cristo, tava feia a coisa... O pior era que as pessoas não tinham o mínimo de senso e esperar outro busão, e nisso, o cata jegue, digo, ônibus foi enchendo, foi enchendo, foi ficando lotado. Então entrou uma criança com seus irmãos e começaram a zoar o plantão de todos que estavam a bordo. Pó, que molecada insuportável. Como se não bastasse, também entrou um casal. Agora imaginem, que situação. Um guarda municipal, uns moleques zoando, o ônibus lotado, um casal praticamente trepando na entrada do ônibus, e eu sozinho com meu jota na orelha. Logo com meus pensamentos pertinentes comecei a refletir. Quem mais será que vai entrar aqui? Talvez Jesus Cristo... Quando pensei isso... Um bêbado... Queria entrar... Aí que alivio. Os tripulantes não deixaram. E eu comecei a achar engraçado. Quando se aproximou de Saint Luiz – SANTA LUZIA – a cobradora decidiu cobrar a galera. Ela soltou um grito, “o moto, acende as luiz aê”. O motorista atendeu com pressa e rapidamente a luzes estavam acesas. Quando ela se surpreendeu e surpreendentemente conseguiu surpreender alguns passageiros. “Pode deixar que ta, osso”, regritou a cobradora com um tom irônico. Mas ai, infelizmente a saga foi se acabando. As pessoas foram descendo e o buz esvaziando. Mas pelo menos em um ponto eu lucrei. Tive que descer pela porta da frente, porque a de trás estava osso!!!
Texto enviado pelo nosso amigo e jornalista Marcellus Madureira.
Valeu Madureira, mande você tambem seu caso engraçado para sofrimentocoletivo@gmail.com
Valeu Madureira, mande você tambem seu caso engraçado para sofrimentocoletivo@gmail.com
Dalai Lama não anda de ônibus!

No auge dos meus vinte e três, doze deles dentro do buzu, percebi algo que nem o mais profundo conhecedor da religião budista foi capaz de observar. E qual observação seria essa? A de que nem um monge tibetano tem a paciência, compreensão e força espiritual que nós, sofredores e sofredoras, temos ao embarcar nos gloriosos ônibus entupidos. Falo isso com convicção, pois sou um admirador do modo de vida budista. Afinal, eles adotam uma filosofia de vida de paz, estado de espírito sempre elevado, auto-conhecimento e compreensão. Enquanto nós, através de uma filosofia imposta pelo órgão que comanda o serviço coletivo, trabalhamos o nosso auto-conhecimento sem precisar meditar, diferentemente dos monges que sempre meditam para uma profunda compreensão de vida, pois sabemos que vamos sofrer antes mesmo de embarcarmos nas nossas gloriosas viagens. Outros fatores são: nossa paciência celestial, estado de espírito elevado para conseguir suportar tamanha falta de respeito todos os dias e o mais incrível de todas, em minha opinião, a capacidade de compreensão para com todos que sofrem do mesmo mal que eu. Os monges tibetanos ficam ou não ficam para trás, se comparado a nós, os sofredores.
Leonardo Cunha (LEO)
terça-feira, 2 de junho de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Andar de ônibus é coisa de chinês!

_ Quer que eu leve sua bolsa?
_Ah! Quero sim.
E vai bolsa, sacolas com compras de algum supermercado, com aquele cheirinho de alho novo bem "debaixo do nariz", cebola, maçã e o abacaxi prá sobremesa...Parada solicitada. Ufa!!! Cheguei! No ponto, outros aventureiros embarcam em nova viagem. E dá-lhe passageiro! Os velhinhos reclamam na descida porque o batalhão de navegantes bloqueia a porta. Uma retardatária tenta atravessar a rua, equilibrando em cima de uma plataforma de uns 10 centímetros, para pegar o azulão ou era o vermelhão? Bolsa a tiracolo, sacola na mão direita, dinheirinho trocado na outra(previdente a moça!). Está perto.
_ Não posso perder esse, porque dana tudo!
O azulão relincha o motor, o motorista pisa no acelerador e começa a sair do ponto de embarque/desembarque. Ela corre afobada. O motô, nem te ligo! De repente, ele dá uma freadinha.
_ Graças e Deus, ele vai me esperar.
Lêdo engano. Foi só um instante de desafogamento. O azulão sai em disparada. O motô olha pelo retrovisor com indiferença, o "agente de bordo", faz que não viu nada. A moça perde a compostura. Solta o latinório. Chifrudo, idiota, imbecil, vai dar com a cara no poste. Sobrou apelido prá mãe do moto e pragas para contemplar até a quinta geração do suposto chifrudo. No ponto de parada ou sofrimento como queiram, algumas pessoas contêm o riso(estou me adaptando ainda às reformas ortográficas), outras fingem que nada está acontecendo, mas há ainda aquelas que se solidarizam:
_Não é fácil não! Outro dia, aconteceu comigo a mesma coisa. Quase denunciei o motô, mas esqueci o número do ônibus e ficou tudo na mesma.
Pensando bem, são nessas horas que eles se vingam do salário baixo, do calor intenso o dia inteiro, da rotina, do entra e saí de passageiros, do chefe chato, do barulho do motor na cabeça e daquelas situações frequentes:
_Oh motô, esse ônibus vai no raio que o parta? Não senhor, mas passa perto. Será que vou ter de andar muito? Não sei não senhor, depende de onde o senhor quer ir. Pode ser que o carro que vem atras "seje melho"...Ele vai prá Não sei onde que é pertinho.
Enquanto isso, a moça da plataforma(quase esqueci dela) empina os ombros, recupera o fôlego e depois da desopilada do fígado com o palavrório gasto, a alternativa era esperar o próximo azulão ou vermelhão?
Texto enviado pela nossa amiga e jornalista JAL FERREIRA....
Valeu Jal, show de bola....
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)









